segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Não Sou o Seu Número



  Sou como uma peça de roupa folgada ou apertada demais.

   Talvez aquela esperança que se acumulou com o tempo tenha vindo á tona, numa vontade fugaz de finalmente encontrar um amor. Desses de verdade.  Talvez tenha apostado fichas demais em algo aparentemente sem futuro. Aparentemente. Como vou saber se seria só aparente? Teríamos de tentar.

   Teríamos, talvez, um dia... Cansado disso tudo.

  Depois de uma aluna com pouco mais de oito anos ter me perguntado o porquê de eu não namorar (o que, sinceramente, foi um soco na minha autoestima) comecei a refletir sobre n coisas. Por quê? Meu amor, nem mesmo eu sei. Percebendo que eu ficara em silêncio ela continuou falando, animada, que não via a hora de ter idade para começar a namorar.  E sofrer, pensei com meus botões, mas não verbalizei nada do que passou em minha cabeça naquele momento. É apenas uma criança, não é de meu direito acabar com sua visão fantasiosa sobre o amor. Ah, o amor! Espero que ela o encontre no futuro. Não apenas um desses amores que lhe fazem companhia, mas o amor a si mesma, o amor pelo que faz. Espero sinceramente que aquela menina tenha um futuro mais bem sucedido nessa área do que seu professor de arte.

   É dolorido, sim, ver todos encontrando encaixes á sua volta e se ver sozinho no meio de tantos números pares. Aí você se pergunta o que é que os outros têm que falta em você. O QUE É, PORRA!

   Devo ter mijado ou defecado na cruz em outra vida, porque o castigo é pesado demais para apenas ter colado um chiclete. ~Momento Ale faz drama~

   Ok, agora sendo sincero (ou continuando com a dramaticidade); Se eu não sirvo pra ti, não quero servir pra mais ninguém.

sábado, 15 de setembro de 2012

Desacostumado.


  
   A música do menu do filme toma conta do ambiente. Dessas músicas que te fazem pensar, refletir. E como eu gosto de pensar! Na verdade, às vezes, penso que deveria deixar um pouco de fazê-lo, agir mais por impulso... Mas não consigo.

   Foi essa mesma reflexão que me fez chegar á um ponto, uma constatação; Estou desacostumado de ter alguém. Fui moldado pra viver sozinho. Minha cama é de solteiro, meu quarto tem lugar para apenas uma pessoa. As refeições congeladas na geladeira dão apenas para mim e meu edredom é pequeno demais para abrigar outra pessoa além de mim.

   Talvez a solidão tenha me tornado egoísta, menino mal criado que não sabe dividir. Quero tudo pra mim e assombra-me a ideia de ter, de uma hora pra outra alguém com que eu tenha de dar parte de tudo isso. Talvez eu não seja capaz de tal ato, ou quem sabe esteja me preocupando á toa, pois essa pessoa talvez nunca aceite receber parte de mim.

   Mas por ti estou disposto a me reacostumar. Posso aprender a ter alguém. Posso me apertar. Há lugar pra ti. Lugar quente, aconchegante. Aqui, do lado esquerdo do meu peito.

   Então?